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Hilde Camargo
FRASE DA SEMANA:
@}-- @}-- @}-- "Escrevemos o que tentamos entender." Hilde Camargo @}-- @}-- @}--
DAY BY DAY
MÁSCARAS
DA SOLIDÃO
DA SOLIDÃO
A ilha é só porque suas bordas não tocam mais sua matéria, encontram uma outra, estranha à sua carne, a água. Matéria também, mas em diferente composição.
Toda solidão é ilha em oceano cuja toada de suas ondas vibra outra matéria, outro assunto, outra visão.
As solidões são diversas umas das outras dentro do peito de cada ser que pulsa em torno da Terra. Cada peito pulsa um sentido para a vida, e este quase sempre não é o mesmo de um para outro ser.
E o incompreendido se faz ilha. Porque ele sabe tanto e... dom... domina tanto sua matéria que os outros, que são de outras, não o entendem, não o compreendem. E o que era bom no princípio da diversidade, pelo excesso, torna-se veneno, pois a diferença é tamanha que já se tornaram estranhos sem uma base comum, sem um primórdio, sem uma essência, sem um princípio que os mantenha unidos. E é aí que a solidão se faz tristeza no peito.
Pois, de que vale saber tanto e ser tanto e ter tamanho domínio em matéria desconhecida ao oceano prestes a engolir, indiferente, toda essa jóia arduamente esculpida entre suas vagas?
A diversidade é agradabilíssima quando dosada. Mas é dor quando ultrapassa o ponto em que corta sua base e se desconecta do todo. Desintegra-se.
Tudo que é diferente, para sobreviver (e ser prazer), deve ser feito da base comum a todos aumentada (andares acima ou abaixo) com seu diferencial, sua virtude. Sem perder a base que a mantém ligada e inteligível ao todo.
Quando o diferente perde a base e passa a ser só diferente, deixa de existir para o todo, e esse oceano engole aquele desconhecido e o desfaz novamente no todo.
E este desmonte, esta dispersão, este desfazimento rumo ao todo já não é mais solidão, é agonia, é a desintegração daquele algo que (sem base) não faz mais sentido, não se explica mais diante do voraz todo.
Longe de você ser pretensioso e querer tomar o lugar de alguém! Mas, é que somente quando calçamos os sapatos do outro é que poderemos imaginar onde, como e quanto sente seus calos. Não é a questão de tomar ou não tomar o seu lugar, mas de se conhecer o básico para poder entendê-lo, para valorizar tudo o que é. Dando a ele apenas aquela solidão saudável, aquela doce melancolia onde define seus umbrais; mas sem abandoná-lo em completa agonia; sem encará-lo como uma aberração, incompreensível, intratável.
Hilde Camargo – 14/08/2011.
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31/10/2009 @ 13:12:27
por Claudia Pequeno
concordo! Viva o téc-téc-téc!!! bjinhus.... @}---
15/03/2009 @ 02:46:01
por dirley
Hilde muito bom ... adorei!!! Me ...
16/02/2009 @ 05:55:38
por Will Vulgar
Love!! Amei suas poesias!!!!! Vc tem ...
16/01/2009 @ 09:41:14
por Vivian
sempre acreditei no seu potencial e ...
16/01/2009 @ 08:40:21
por andrea